O Poppy é um robô humanóide, feito numa impressora 3D.
(Se eu tivesse uma impressora 3D, fazia uma nave espacial.
Ou um “transformer”. Não que eu quisesse um carro para combater vilões, era
mais porque um “transformer” é mais fácil de estacionar. Se não houver lugares
na rua, ele pode subir para o topo de um prédio e ficar lá à minha espera.)
O Poppy funciona com código de programação aberto, ou seja,
qualquer pessoa o pode programar, de acordo com a utilização que pretende dar
ao robô. Isto faz-me pensar que, se o robô se adaptar ao seu dono, podem surgir
situações interessantes.
Imaginem que o Poppy é comprado pelo sr. Joaquim, um indivíduo com um índice moderado a forte de saloiice. O nome do robô seria imediatamente alterado para “Bobby”.
Imaginem que o Poppy é comprado pelo sr. Joaquim, um indivíduo com um índice moderado a forte de saloiice. O nome do robô seria imediatamente alterado para “Bobby”.
O Bobby deixaria de ser um especialista em cálculo integral,
aritmética, álgebra e geometria, e passaria a saber contar cartas na sueca, o
onze do Benfica ou a conduzir uma Zundapp.
O Bobby passaria a resolver as questões à chapada. Não precisaria
de aceder à net, a não ser para ver uns vídeos de boxe no Youtube.
Uma das vantagens deste robô, segundo a equipa que o construiu,
é a possibilidade de o utilizador o reconfigurar. Como é evidente, o sr. Joaquim
iria remover algumas partes do processador do Bobby e iria trocá-las por mais
hidráulicos nos braços (para o robô ser bom à porrada) e por um “escape com
duas bufadeiras” (para que o robô se “peidasse como um homem”).
O Poppy pode interagir com outros aparelhos. Para o sr.
Joaquim, o Bobby deverá apenas conseguir interagir com o assador, para se
tornar um especialista em fêveras, “barriguinhas” e sardinhas.
O Bobby será mais humano do que qualquer outro robô. Não por
ser do Benfica, por saber assar sardinhas ou por se peidar. Será mais humano
porque, caso não o fosse, o sr. Joaquim mandá-lo-ia para a sucata. Ou trocá-lo-ia por uma Zundapp melhor.