Um tigre em Paris

Ontem, a notícia explodiu como uma bomba (mas uma bomba de Carnaval, não uma bomba daquelas que estragam tudo): andava um tigre à solta em Paris. A proveniência do animal era desconhecida.

(Simone Paoli/Flickr)

Um habitante local afirmou ao “Texto Incompleto” que o animal tinha um sotaque que indiciava uma proveniência alemã.

“O tigre era alemão, de certeza. Até porque roubou um frasco de salsichas, numa barraca de cachorros”, afirmou o morador, que pediu o anonimato, embora o “Texto Incompleto” saiba que se chama Pierre Eiffel (não tem relação familiar com o senhor que desenhou a torre).

O tigre foi avistado, inicialmente, num parque de estacionamento. Embora a polícia não tenha conseguido apurar qual era o carro do animal, suspeitava-se que seria um Mercedes ou um BMW, porque um tigre alemão só conduziria um carro topo de gama fabricado no mesmo país.

Depois de termos comprado cinco quilos de carne, procurámos o tigre em Paris, encontramo-lo e ele aceitou explicar-nos o que fazia na capital francesa.

“Vim em passeio, mas um pouco em negócios, também. Não sou alemão, sou austríaco, mas para os incultos dos franceses, é a mesma coisa. Até com o Hitler, que era um gajo conhecido, fizeram confusão, quanto mais com um simples tigre”, afirmou o felino de grande porte.

O motivo de estar num parque de estacionamento também foi esclarecido, com algum humor. “Não trouxe carro, apenas procurava um sítio escondido para fazer necessidades. Um tigre na rua já causa espanto, a fazer cocó ainda mais.”

Sobre Portugal, o tigre austríaco tem pouco a dizer. “Nunca visitei o vosso país. Mas já vi fotos na net do cabrito e do cozido à portuguesa e tenho que experimentar. Nada se compara a uma zebra acabada de caçar, mas isso não quer dizer que a vossa comida não seja boa”.


A entrevista foi, subitamente interrompida, porque o tigre tinha um encontro com um elefante, em Lyon, e tinha que se dirigir, rapidamente, para a estação de caminho-de-ferro.

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