A vida da vespa asiática

A vespa asiática tem uma vida difícil. Por causa do jet-lag, acorda muito cedo. Pela frente, uma hora de meditação e uma hora de treino ninja, tudo com a orientação das vespas-mestre. Combate corpo a corpo e técnicas de camuflagem são algumas das disciplinas que as vespas asiáticas dominam. Também são muito boas a apanhar mosquitos com o ferrão.

(SilverStack/Flickr)
Depois do treino, fazem uma patrulha, para saber se o ninho está em boas condições de segurança. A condições de ventilação e o saneamento também são analisados. Há sempre vespas que são boas com os biscates de casa.

Feitas estas tarefas, as vespas asiáticas saem, para andar à porrada com as abelhas. Uma vespa consegue enfrentar até quinze adversárias, uma vez que tem a agilidade do Bruce Lee, a capacidade de enfrentar adversários do Steven Seagal e a invencibilidade do Chuck Norris. Ou quase a invencibilidade do Chuck Norris porque, como Chuck Norris, só o próprio.

Depois de andar à porrada, vão roubar mel das colmeias. Tal como nas sociedades humanas, há os indivíduos que trabalham arduamente e os que vivem desse trabalho árduo.

Algumas vespas ainda passam em locais públicos, onde podem voar junto à cara de alguns humanos e rir das figuras que estes fazem a tentar afastar uma vespa.

Algumas vespas ainda passam em locais de lazer, como aquelas nuvens de mosquitos. Distraem-se a assustá-los e depois vão embora.

Não vão nada: voltam para trás e apanham os mosquitos, só porque uma delas se lembrou de dizer a outra que esta não conseguiria apanhar nenhum.

No final do dia, as vespas-mestre, que passaram o dia no Facebook, a ver vídeos de gatos fofinhos, vão inspeccionar o mel roubado e ver se nenhuma vespa desviou mel. No final de cada inspecção, é dito às vespas que “quem for apanhado a roubar vai acabar a polenizar flores, como as abelhas, ou, pior, a cheirar cocó, como as moscas”.

Esta ameaça gera sempre algum mau ambiente, que depois é amenizado com danças ao som de “Bo Tem Mel”.

Esta rotina é repetida até chegar um lança-chamas para destruir o ninho.

A natural dificuldade de um oriental se adaptar ao ocidente é uma brincadeira, comparada com o calor produzido por um lança-chamas.

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