quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Diz as coisas como deve ser

Nunca pensaram que o Mundo era bem mais divertido se comunicássemos como as crianças, quando têm algo desagradável para nos dizer.

(JD Hancock/Flickr)
Imaginem o Ministro das Finanças de mãos atrás das costas, a rodar o tronco de um lado para o outro, a evitar olhar para o Primeiro-Ministro e a dizer: “O défice estragou-se. Não fui eu!”. A política era diferente, com certeza.

Alguém batia com o carro do pai e, ao chegar a casa, dava-se este diálogo:
- Pai, um elefante passou a correr pelo teu carro e estragou-o!
- E como é que ele ficou?
- O carro?
- Não, o elefante, filho!
- Ficou bem.

O Mundo era bem mais divertido.

Um treinador de futebol chegava à conferência de imprensa, cruzava os braços, fazia beicinho e dizia: “A minha equipa não joga nada”. A seguir, os adeptos davam-lhe um abraço e ficava tudo bem.

O Mundo era bem mais divertido.

Um gajo chegava ao pé da namorada e ela dizia: “Esqueceste-te do nosso aniversário!”. Ele abria os braços e dizia: “Estava a fazer de conta! Xaraaaam!”.

O Mundo era bem mais divertido.

E estúpido.

Um polícia mandava um condutor parar. Verificava os documentos e faltava alguma coisa. O condutor dizia: “Foi um bicho que roubou!!!”. Imediatamente, o polícia entra no carro e avisa todas as unidades: “Atenção, estamos à procura de um bicho com uma carta verde do seguro!”.

O Mundo era bem mais divertido.

Um empresário tinha que despedir um funcionário. Chamava-o e dizia: "Vamos jogar um jogo. Tens que procurar um gato verde fluorescente, pelo Mundo inteiro, e trazê-lo. Até lá, não vens trabalhar e não recebes". E o funcionário ia à procura, para sempre.

Neste caso, o Mundo seria igual, porque se usam desculpas bem piores para despedir funcionários.

Imaginem que os nossos líderes, políticos ou económicos, falavam à população como se nós fôssemos crianças?

Espera lá…

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